Equipe do Laboratório de Química visita Skylack

A convite de um aluno, a equipe do Laboratório de Química teve a oportunidade de conhecer pessoalmente o interior da fábrica da empresa Skylack, na cidade de Salto (SP), especializada em repintura automotiva. “Foi interessante conhecer esse tipo de indústria pois no 1.o bimestre do 2.o ano trabalhamos justamente com a questão dos pigmentos”, explica a professora Maria Elisa Bombonato.

O foco principal da indústria é a produção de tintas para repintura, uma tarefa muito mais complicada do que se pode imaginar, como explica o professor Fábio Siqueira: “Ao repintar um carro, depois de voltar do conserto, há uma grande dificuldade em encontrar o tom idêntico ao original. A cor original acaba sendo alterada por condições do ambiente, do clima, do tempo de uso do carro e uma série do outros fatores; mas com o processo que eles desenvolvem lá, trabalhando com uma série de pigmentos e um extenso processo de amostragem, eles conseguem chegar à cor exata do automóvel”.

A equipe foi guiada pelo próprio fundador da empresa e avô do aluno Leonardo Scontre, Waldemar Lazzuri. “O Sr. Lazzuri foi muito gentil e atencioso conosco durante toda a visita. Fez questão de explicar em detalhes cada etapa do processo e ainda compartilhou um pouco da história da criação da empresa”, comenta a coordenadora do Laboratório de Química, Elisabete Rosa. Leva destaque também o bom humor e cordialidade demonstrada pelos funcionários, que conversaram com a equipe com naturalidade e simpatia.

Chamou a atenção do grupo a energia e preocupação de Waldemar Lazzuri para capacitar os funcionários das revendedoras do seu produto, para executarem o processo com igual qualidade ao obtido na indústria. “Ele nos contou que vai até as lojas, oferece um curso aos funcionários e ainda mantém todo esse contato com os envolvidos no sucesso da empresa; é uma atitude admirável”, finaliza Bete.

Equipe do Laboratório de Química visita Kurita

No segundo semestre, a coordenadora do Laboratório de Química, Elisabete Rosa, os professores Elisa Bombonato, Elizabeth Zink, Fabio Siqueira e Lilian Siqueira e o coordenador pedagógico do Band, Onofre Rosa, realizaram uma visita técnico-acadêmica à empresa Kurita, que fica na cidade de Arthur Nogueira, em São Paulo. Durante uma tarde inteira, os docentes foram acompanhados pela química Ana Elisa Caravetti, que trabalha no local.

Lilian Siqueira, Elisa Bombonato, Ana Caravetti, Elizabeth Zink, Elisabete Rosa, Onofre Rosa e Fabio Siqueira

A Kurita foi fundada em 1949 no Japão e hoje possui várias filiais em cidades da Europa e no Brasil. Sua principal função é desenvolver caldeiras, que se destinarão ao preparo de alimentos, medicamentos dentre outros itens. Muitas empresas precisam que seus produtos sejam preparados somente com o vapor de água, para que o gostou ou o odor não seja alterado. É ai que a Kurita entra, desenvolvendo e limpando caldeiras especiais para essas empresas.

“Primeiramente a Kurita vai aos locais analisar a água que eles possuem, observando principalmente que íons estão presentes no líquido. A partir desse estudo, eles podem desenvolvem uma caldeira mais adequada para quem requisitou”, explicou Bete Rosa. “Além disso, a empresa também realiza a limpeza dessas caldeiras. Com o acumulo dos íons, o metal pode corroer e até ocasionar explosões”, completou.

Os que os professores viram na Kurita tem total sinergia com os conteúdos das 1.as e 2.as séries do Ensino Médio. “Essa visita nos mostrou como prevenir acidentes alimentares, que comprometem sabores e cheiros. Vimos íons como Magnésio, Cálcio, Ferro, Carbonatos; todos eles nós tratamos aqui no Colégio. Agora poderemos contextualizar ainda melhor várias aulas que preparamos no Laboratório de Química”, finalizou Bete.

Descartando os resíduos corretamente

Manter um laboratório de Química não é uma tarefa fácil. De alguns anos para cá, a compra de componentes químicos tornou-se cada vez mais difícil. Novas leis foram criadas e até o transporte de materiais passou a ser mais controlado. Existem diversos componentes que podem ser nocivos e precisam ser manejados com cuidado e armazenados com responsabilidade.

Uma tendência global é que empresas especializadas sejam contratadas para realizar o recolhimento desses resíduos de modo seguro e adequado. Procurando adequar-se a esse padrão, o Bandeirantes contratou a empresa Saniplan no ano passado. A empresa é referencia no mercado e tem clientes como PUC e USP. O Band, assim, torna-se pioneiro nesse descarte responsável entre escolas.

Duas vezes por ano, a Saniplan vem ao Colégio retirar vários galões com os resíduos para descarte, emite um certificado de qualidade e um laudo especificando a destinação correta dos produtos. “Antes jogávamos a maioria líquidos nas pias e recolhíamos os sólidos em uma cuba de vidro, para tratamento. Porém, começamos a questionar esse descarte e procuramos uma empresa especializada para realizar esse serviço, que, se feito de maneira incorreta, pode contaminar o ambiente”, explicou a coordenadora do laboratório de química, Elisabete Rosa.

Atualmente, todos os resíduos resultantes de aulas, sejam líquidos ou sólidos, são recolhidos em cubas de vidros, e mais tarde transferidos para os galões. “A Saniplan nos entregou uma lista dos componentes que ela poderia descartar, e o interessante é que todos os compostos utilizados aqui no laboratório estão nessa lista. Sendo assim, tudo o que aproveitamos em experiências tem um destino correto e seguro”, esclareceu o professor Fabio Siqueira.

Além disso, outros cuidados são tomados: todos os componentes que estão no laboratório são certificados pela quantidade de uso e compra, além de sua finalidade. O certificado é renovado mensalmente junto à Polícia Federal, ao Exercito e ao Conselho Regional de Química. “Recentemente recebemos os produtos químicos do colégio conveniado Barifaldi. Como eles fecharam o Ensino Médio, os materiais químicos, dentro do prazo de usabilidade, precisavam de um destino certificado”, contou o coordenador pedagógico Onofre Rosa.

Os alunos também são parte importante do processo. Eles aprenderam em aula a fazer o descarte correto e os riscos de não realizá-lo. “Jogar resíduos na pia pode trazer riscos não só para a natureza, mas também para nós”, defende a estudante Victória Cerqueira.

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