Química em sintonia com o mercado

Para trazer aos alunos um conteúdo diversificado e em dia com as novas tecnologias e processos produtivos do mercado, a Equipe de Química e do Laboratório de Química continuam realizando suas visitas a diferentes empresas. Nos últimos dois meses, os professores visitaram duas empresas: a Boreste (especializada na formação de ligas metálicas) e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (especializada na extração e tratamento do metal Nióbio).

Professores em visita à fábrica da CBMM em Araxá.

Em junho, a visita foi à fábrica da Boreste (situada em Bom Jesus dos Perdões, em São Paulo) por convite de um pai de aluno (Jackson Longato). Os professores puderam observar um pouco mais do processo de formação de ligas metálicas e identificaram com facilidade etapas dos processos que se relacionavam às atividades feitas em sala de aula.

“No segundo ano, em laboratório, exploramos um pouco mais sobre metais com os alunos” explica Lilian Siqueira, professora do Laboratório de Química: “A experiência de aluminotermia é uma das coisas que aproveitamos para fazer em sala com os alunos e que pudemos ver em escala gigantesca na nossa visita à Boreste”. Experiências como esta permitem aos professores uma explicação mais ampla ao aluno de como os processos vistos em sala de aula são realizados em grande escala, o que facilita a compreensão do conteúdo pelo aluno.

No mês seguinte, uma oportunidade interessante surgiu: a empresa mineradora CBMM fez um convite para que os professores fizessem a visita à indústria na cidade de Araxá, Minas Gerais, e gentilmente custeou viagem e estadia a todos. “Desde o convite até o momento da visita monitorada, todos os funcionários foram de uma extrema gentileza e atenção conosco. Conseguimos perceber que muitos tinham uma verdadeira paixão pelo local onde trabalhavam e nos mostravam isso a cada setor da empresa que nos era mostrado”, comenta Elisabete Rosa, Coordenadora do Laboratório de Química.

Focada no trabalho com o minério de Nióbio, em posse da maior mina no mundo, a empresa guiou os professores numa visita monitorada por todas as etapas do processo, desde a extração à chegada ao estágio final do tratamento do metal. É unânime, entre os professores presentes na visita, que um dos maiores destaques da experiência é a grandiosidade da indústria, além de sua preocupação notável com o meio ambiente: “Por serem uma empresa que extrai o minério do solo, eles têm a ciência de que isso causa um dano ao meio ambiente. Então há toda uma preocupação com a fauna e com a flora local, resgatando animais que sofreram maus-tratos pelas redondezas, fazendo um trabalho de reflorestamento intensivo. E o mais interessante é poder perceber que não foi algo que alguém nos contou ou que ouvi falar, mas algo que eu vi e presenciei”, conta a professora Maria Elisa Bombonato.

Na primeira visita, estiveram presentes os professores Fábio Siqueira, Lilian Siqueira, Elisabete Rosa, Maria Elisa Bombonato, Onofre Rosa, Elisabeth Zink, Ricardo Almeida, Nelson Bergmann, Rodolfo Tasca, Franco Ramunno, Elisabeth Pontes e Vanderiza Rodrigues. Já na segunda visita, além de toda a equipe do Laboratório de Química, estiveram presentes o professor de Biologia Ricardo D’Addio e a professora Elisabeth Zink.

Boreste Ligas – Aplicação do Molibdênio

O Molibdênio, um metal de transição, é muito utilizado na fabricação do aço por suas características de dureza e resistência à corrosão. Misturado ao ferro, carbono e outros elementos químicos, forma liga muito resistente, utilizada no revestimento de tanques de guerra, durante a Primeira Guerra Mundial e hoje, com grande aplicação na medicina, na indústria automobilística, equipamentos hospitalares entre outros.
Representado pelo símbolo Mo, a sua forma mais utilizada é o trióxido do metal, sendo que para essa obtenção, a reação do metal com o oxigênio, só ocorre em alta temperatura.

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Da empresa para a escola

O aprendizado prático da disciplina de Química nos laboratórios vai muito além de fazer alguns experimentos e ver reações químicas acontecerem ao vivo: trata-se de mostrar ao aluno como a disciplina se relaciona e se aplica em seu dia a dia, de uma forma ilustrada e interessante. Com isso em mente, os professores Elisabete Rosa, Fábio Siqueira, Onofre Rosa, Lilian Siqueira, Maria Elisa Bombonato e Elizabeth Zink visitaram a empresa Cobrecom, fabricante de fios e cabos elétricos de cobre.

Professores Elisa Bombonato, Fábio Siqueira, Elisabete Rosa e Lilian Siqueira

Professores Elisa Bombonato, Fábio Siqueira, Elisabete Rosa e Lilian Siqueira

“O nosso curso, nos laboratórios, envolve muita prática. Então cada vez mais trazemos ao aluno ações que acontecem nas empresas, para que ele contextualize ainda mais conteúdo”, explica a coordenadora de Laboratório de Química Elisabete Rosa. A cada bimestre, um grupo de professores realiza essas visitas à empresas e fábricas em busca de conhecimento e novidades. “Há mais de 15 anos realizamos esse trabalho; há sempre elementos novos. Os alunos adoram” completou.

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As novidades trazidas pelas visitas não limitam-se a um assunto específico. “Esse tipo de atividade sempre acaba rendendo bastante conteúdo para abranger vários conteúdos. No caso da Cobrecom, podemos abordar, em diferentes séries, assuntos como corrosão de metais, condutibilidade elétrica, dentre muitos outros”, comenta Maria Elisa. As experiências trazidas pelas visitas também fornecem um conhecimento atual e ilustrativo e permite ao Bandeirantes um diálogo contínuo com o mercado da área.

A ida à Cobrecom, em especial, foi viabilizada mediante um convite feito pelo pai do aluno Felipe Longato, Jackson Longato, proprietário da companhia. “Fomos muito bem recebidos. A visita foi muito prazerosa e percebemos a satisfação inclusive nos funcionários da fábrica”, lembrou Elisabete.

Tabela Periódica

O ABC da tabela periódica

VEJA na Sala de Aula

Aproveite a inserção de dois novos elementos para levar para sala de aula as principais características da tabela periódica e sua estruturação

Objetivos

Identificar os principais elementos e estruturas da tabela periódica

 

  • Compreender a disposição dos elementos ao longo dos grupos de acordo com suas propriedades.
  • Verificar quais comportamentos de átomos podem ser previstos por meio da localização dos elementos.
  • Entender os princípios de nomenclatura dos elementos e sua representação gráfica.

Conteúdos

  • História da descoberta da tabela periódica
  • Grupos e periodicade como os elementos estão distribuídos na Tabela
  • Representação gráfica dos elementos químicos
  • Características e histórias que dão origem aos nomes dos elementos

Anos
Ensino Médio

Tempo estimado
Duas aulas

Material necessário

  • Uma tabela periódica grande
  • Um pedaço de lata de refrigerante
  • Um pedaço de fio de cobre
  • Um pedaço de carvão
  • Um pedaço de fio de cobre (fio de solda)
  • Prego

Cópias do artigo “Fleróvio e Livermório, os novos nomes dos elementos 114 e 116 da Tabela Periódica”

Flexibilização

Para alunos com deficiência intelectual

Esse é um tema que pode ser “traduzido” concretamente com o manuseio dos próprios
elementos – metais –, bem como por meio de imagens e maquetes que representam o que não pode ser visto a olho nu – como os átomos. Nesse caso, o deficiente intelectual, assim como os alunos sem deficiência, têm acesso mais direto aos conhecimentos nessa área. Experiências concretas com os materiais e utilização de bulas ou composição de elementos colocados em rótulos de alimentos, por exemplo, são certamente um recurso para a compreensão das fórmulas químicas e outros conceitos relativos à área em questão. Só um lembrete: o aluno com deficiência deve ser avaliado subjetivamente, ou seja, pelos seus avanços que, muitas vezes, não ocorrem imediatamente.

Desenvolvimento
Aula 1
Peça aos alunos que leiam o texto da Veja, “Fleróvio e Livermório, os novos nomes dos elementos 114 e 116 da Tabela Periódica” e que grifem os termos que ainda não estiverem claros.

Leia mais: Reações químicas para separar metais. Uma lição que vale ouro

Faça então uma breve introdução ao tema, contando aos alunos que as tabelas periódicas são úteis em várias áreas do conhecimento porque nelas encontramos informações sobre elementos químicos que não se alteram. São sistemáticas, qualitativas e quantitativas e facilitam o estudo pela própria formatação que se apresenta.
Diversas propriedades podem ser identificadas ao longo da Tabela. É o caso, por exemplo, do raio atômico, que aumenta de cima para baixo nos grupos, e da direita para a esquerda nos períodos, mostrando que quanto menor o raio, maior a interação entre os elétrons das camadas com o núcleo do átomo. Já a eletronegatividade, tendência do átomo em receber elétron, cresce nos grupos de baixo para cima, e da esquerda para a direita nos períodos. Portanto, o temos por exemplo, o Fluor como o elemento mais eletronegativo.
Apresente então aos alunos um modelo de Tabela Periódica, de preferência o aprovado pela IUPAC, União Internacional de Química Pura e Aplicada.

A versão oficial, em inglês, está disponível neste link:http://www.iupac.org/fileadmin/user_upload/news/IUPAC_Periodic_Table-2011-01-21.pdf

O que explicar para a turma

Até a Idade Média já se conheciam alguns metais, como o ouro, a prata, o mercúrio, o estanho, chumbo e cobre. Em 1669 que o alquimista alemão, Hennig Brand, descobriu em sua casa, por acaso, o fósforo. Na verdade, ele queria produzir ouro e, durante este processo, juntou muitos galões de urina no porão da casa. Depois, misturou a urina com algumas substâncias, formou uma pasta e submeteu tudo a um processo de análise imediata – a destilação simples.

Durante o aquecimento do material dentro do balão de destilação, algumas transformações inesperadas ocorreram e, no final do processo, quando toda parte líquida foi retirada do balão devido ao calor, em vez de ouro, Brand encontrou uma substância que brilhava no escuro – o fósforo.

Na época, o fósforo passou a ter um valor comercial ainda maior que o ouro mas, 100 anos depois, o químico sueco Karl Scheele descobre outro processo, parecido com a pasteurização no qual consegue produzir fósforo em larga escala, tornando a Suécia a maior produtora mundial deste elemento na época.

Foi ele ainda quem descobriu outros elementos como o oxigênio, o nitrogênio, o bário, o cloro, o flúor, o manganês, o molibdênio, o tungstênio e substâncias ácidas tais como ácido tânico, nítrico, prússico, cianureto e glicerol. Mas Karl tinha um grande defeito, gostava de provar as substâncias que produzia e assim, depois de constantes e imprudentes degustações de substâncias altamente tóxicas, morre envenenado, aos 42 anos de idade, sem ser reconhecido como o descobridor desses materiais.

Durante aquele período histórico, muitos pesquisadores trabalhavam nas mesmas áreas de pesquisa e quem recebeu créditos pela descoberta do oxigênio foi Joseph Priestley, em 1774, assim como Humphry Davy (1778-1829) que recebeu méritos pela descoberta do cloro sendo que Karl já havia descoberto 36 anos antes.

Outros elementos foram descobertos nos duzentos anos seguintes, e portanto, foram feitas duas tentativas de organizar os elementos na Tabela, antes de chegarmos no modelo que temos atualmente

Porém, em 1869, o professor siberiano Dimitri Ivanovich Mendeleev (1834-1907), resolve escrever um livro de química inorgânica. Nele, o professor organiza então todos os elementos conhecidos até então em uma Tabela Periódica.

Para tanto, Mendeleev escreve em uma espécie de cartão cada um dos 63 elementos conhecidos, descrevendo suas propriedades químicas e físicas. Além disso, destina um símbolo a cada um, complementando-os com os números de massa atômica.

Com as cartas distribuídas na mesa, Mendeleev organiza novos grupos, distribuindo os elementos de modo que ficassem em ordem crescente de suas massas atômicas. O cientista também agrupou elementos com propriedades semelhantes, divididas por grupos e criou o atual modelo de tabela. Por esse trabalho, recebe o Prêmio Nobel em 1906.

Mais à frente, outros cientistas descobrem o número atômico dos elementos, e a tabela é rearranjada de acordo com o aumento desse número – da esquerda pra a direita. – Outros elemento químicos foram sendo incorporados, até que chegamos ou modelo atual, que ainda está em construção, como pode ser visto no texto publicado na Revista Veja. O Copernicium, Cn, Grupo 12, por exemplo, foi reconhecido oficialmente em 19 de fevereiro de 2010 e sintetizado pela primeira vez em 09 de fevereiro de 1996. O elemento foi batizado em homenagem ao cientista Nicolau Copérnico que fazia aniversário no dia 19 de fevereiro de 1943.

Pergunte então aos alunos quais principais divisões eles enxergam na Tabela Periódica. O que cada cor significa? Por que alguns elementos estão colocados separadamente em duas fileiras?

Explique à classe que temos três grandes grupos na tabela: o grupo dos metais, um segundo grupo um pouco menor, o dos não metais, e o terceiro grupo, dos gases nobres.

Se observarmos a disposição dos metais, veremos que, no início da tabela, situam-se os muito reativos, que reagem até mesmo com a umidade do ar, como o caso, por exemplo, do sódio e do potássio.

Por terem sido descobertos em laboratório, diferentemente de outros metais, como a prata e o ouro, que já estão prontos na natureza, esses metais preparados em laboratório são tão reativos que ao reagirem com o ar ocasionam explosões e formam novas substâncias. Metais da família 1A, por exemplo, como o sódio, potássio, lítio são muito propensos a isto.

Aproveite o momento para perguntar aos seus alunos se eles têm ideia de como metais tão reativos são armazenados.

Explique que, para situações como essas, é necessário um frasco de vidro, onde os metais fiquem cobertos por um solvente totalmente livre de água, o querosene.

Aponte na Tabela Periódica alguns metais conhecidos desde a antiguidade como ouro e prata. Localize o mercúrio e peça que observem que, na tabela periódica, ele é o único metal que na temperatura ambiente se apresenta em estado líquido.

Fale sobre a sua proibição em termômetros devido à possibilidade da contaminação de pessoas e do meio ambiente, caso o instrumento seja quebrado. Explique que, por se tratar de um metal pesado, ele pode causar contaminações da água, do solo, de animais e entrar na corrente sanguínea de seres humanos causando doenças muito graves.

Explore bem a tabela, mostre a localização dos não metais, seus estados físicos, explique o grupo dezoito, dos gases nobres, fale sobre sua relativa dificuldade de reagir com outros elementos, daí o termo “nobre” e onde foram encontrados, como o Hélio, na coroa solar. O objetivo é que, neste primeiro momento, o aluno fique familiarizado com os principais elementos e com a consulta destes na tabela.

Aula 2
Com a Tabela Periódica exposta na sala, mostre que os metais estão dispostos em famílias ou grupos, que são as divisões verticais que vemos na Tabela. O primeiro grupo é família 1A, também conhecida como família dos Metais Alcalinos, o próximo grupo, família 2A, também chamada de família dos Metais Alcalinos Terrosos, a família do Calcogênios, 6B, Halogênios, 7B e Metais de Transição, aqueles que estão no meio da Tabela, de 3A a 2B.

Conhecidos os grupos, identifique os períodos. Indague aos alunos: quais elementos estão no primeiro período? Explique que período são as “linhas” na Tabela, que representam o número de camadas eletrônicas ao redor do átomo. Elementos do primeiro período têm uma camada eletrônica, do segundo, duas camadas, e assim por diante.

Mostre a ordem crescente do número atômico nesses períodos e explique o que é o número atômico – o número de prótons, ou seja, partículas positivas, encontrados dentro do núcleo. Diga para a classe que é ele que caracteriza um átomo, pois é único para cada elemento.

Identifique também a localização do número de massa, contado à classe que ele representa a soma do número de prótons e nêutrons do átomo. Explique que essa massa também está distribuída na ordem crescente na tabela periódica, da esquerda para a direita e de cima para baixo.

tabela periódica legendada

Nomenclaturas
Comente com seus alunos o quanto nós somos privilegiados quanto aos nomes e símbolos de muitos elementos químicos já que a Tabela é universal, mas está relacionada com o português por ter raízes no latim também. O que seria mais complicado para os russos, por exemplo. A grafia e o símbolo dos mesmos são de fácil conhecimento, como o Lítio (Li), Bário (Ba), Alumínio (Al) e outros. Conte que, cada elemento tem sua história e que diversos nomes são derivados do latim, como os primeiros descobertos na Idade média, citados no início da aula.

O elemento mercúrio, por exemplo, teve seu nome relacionado ao deus Grego porque os antigos associavam muitos elementos à mitologia. Alguns nomes que vieram do grego fazem outras associações como hidrogênio, que significa gerador de água, oxigênio, gerador de ácidos, nitrogênio, gerador de salitre (um tipo de sal), argônio, aquele que não reage e, outros nomes foram dados devido a associações às cores das substâncias que davam origem. Cloro, veio do grego Khloros, cor amarelo-esverdeado; iodo, de iodes, cor violeta para gregos; ródio do grego rhodon, da cor rosa dentre diversas histórias.
Muitos nomes surgem para homenagear o local onde foram descobertos ou nomes de seus descobridores, como é o caso por exemplo do Gálio, nome dado pelo seu descobridor francês Lecoq de Bois, em homenagem à França, em latim, Gallia.

Aponte na matéria da Veja, Fleróvio e Livermório, os novos nomes dos elementos 114 e 116 da Tabela Periódica e explique como se dá a inserção de novos elementos na tabela, que devem ser sempre aprovados por centros de pesquisa como a IUPAC e a IUPAP, União Internacional de Física Pura e Aplicada. Durante o processo, ocorre uma demonstração experimental de como se chegou ao elemento seguindo alguns critérios de descobertas pré estabelecidos. Pergunte então aos alunos qual o símbolo que cada um recebe e como se chegou a esses nomes.

Por fim, faça uma pequeno exercício na forma de questões orais para que toda a sala, observando a tabela periódica, possa participar. Peça para que eles respondam as questões individualmente para posterior avaliação.

Questão 1
Qual é o elemento químico, muito utilizado na composição química de medicamentos anti-ácidos que pertence ao terceiro período e família 2A?
R.: Magnésio

Questão 2
Qual é o metal, muito utilizado em latas e que pertence ao terceiro período e família 3A?
R.: Alumínio

Questão 3
Sou do quinto período, utilizado como antisséptico e pertenço à família 7A.
R.: Iodo

Apresente à sala pedaços de fio metálico desses utilizados em fiação elétrica, pedaço de lata de refrigerante, um prego, um fio utilizado em solda e um pedaço de carvão.

Peça que escrevam em uma folha, os símbolos, os nomes dos elementos e família ou grupo a que pertencem às substâncias apresentadas na respectiva ordem: cobre, alumínio, ferro, estanho e carvão.

Solicite que extraiam da primeira aula, um processo de análise imediata que através dele, se chegou na descoberta do fósforo.

Peça que apontem um fenômeno químico mencionado na aula 01.
Deverão concluir que foi a reação do metal sódio com água. Demonstre a reação envolvida no processo explicando que nessa reação, há muita liberação de energia capaz também de inflamar o hidrogênio, um gás produzido no processo.

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Avaliação
Observe se os alunos conseguiram reconhecer os principais elementos e a periodicidade com que estão distribuídos na tabela. É importante avaliar se eles conseguem reconhecer suas principais características e como elas se modificam em relação à posição de cada elemento na tabela. Outro fator importante a ser observado pelo professor é se os alunos conseguem identificar as posições do número de massa, número atômico e nome dos elementos.

 

Equipe do Laboratório de Química visita Kurita

No segundo semestre, a coordenadora do Laboratório de Química, Elisabete Rosa, os professores Elisa Bombonato, Elizabeth Zink, Fabio Siqueira e Lilian Siqueira e o coordenador pedagógico do Band, Onofre Rosa, realizaram uma visita técnico-acadêmica à empresa Kurita, que fica na cidade de Arthur Nogueira, em São Paulo. Durante uma tarde inteira, os docentes foram acompanhados pela química Ana Elisa Caravetti, que trabalha no local.

Lilian Siqueira, Elisa Bombonato, Ana Caravetti, Elizabeth Zink, Elisabete Rosa, Onofre Rosa e Fabio Siqueira

A Kurita foi fundada em 1949 no Japão e hoje possui várias filiais em cidades da Europa e no Brasil. Sua principal função é desenvolver caldeiras, que se destinarão ao preparo de alimentos, medicamentos dentre outros itens. Muitas empresas precisam que seus produtos sejam preparados somente com o vapor de água, para que o gostou ou o odor não seja alterado. É ai que a Kurita entra, desenvolvendo e limpando caldeiras especiais para essas empresas.

“Primeiramente a Kurita vai aos locais analisar a água que eles possuem, observando principalmente que íons estão presentes no líquido. A partir desse estudo, eles podem desenvolvem uma caldeira mais adequada para quem requisitou”, explicou Bete Rosa. “Além disso, a empresa também realiza a limpeza dessas caldeiras. Com o acumulo dos íons, o metal pode corroer e até ocasionar explosões”, completou.

Os que os professores viram na Kurita tem total sinergia com os conteúdos das 1.as e 2.as séries do Ensino Médio. “Essa visita nos mostrou como prevenir acidentes alimentares, que comprometem sabores e cheiros. Vimos íons como Magnésio, Cálcio, Ferro, Carbonatos; todos eles nós tratamos aqui no Colégio. Agora poderemos contextualizar ainda melhor várias aulas que preparamos no Laboratório de Química”, finalizou Bete.

Vídeo da sublimação do iodo

Amostras da substância iodo, um sólido de coloração negro-azulado e de brilho metálico, foram colocadas dentro do copo de Phillips tampado com um vidro de relógio. As amostras foram aquecidas na manta elétrica e, logo no início do aquecimento, nota-se no interior do copo, a formação de iodo no estado gasoso através da formação de vapores violáceos, muito irritantes se inalados. O fenômeno é conhecido como sublimação e trata-se de um processo físico que retrata a passagem de uma substância do estado sólido para o gasoso sem passar pelo estado líquido. A transformação ocorre porque a pressão de vapor da substância se iguala à pressão externa, pressão atmosférica local.

A seguir, os vapores violáceos encontram a superfície do vidro de relógio e se resfriam, voltando para o estado sólido, pequenos cristais com brilho intenso.

Poucas substâncias sublimam à pressão ambiente e além do iodo encontramos a cânfora e o naftaleno, substância encontrada no produto comercial conhecido como naftalina. Ambas são utilizadas domesticamente devido as suas propriedades, sedativo muscular e afastar baratas e traças do interior de móveis, respectivamente.

Descartando os resíduos corretamente

Manter um laboratório de Química não é uma tarefa fácil. De alguns anos para cá, a compra de componentes químicos tornou-se cada vez mais difícil. Novas leis foram criadas e até o transporte de materiais passou a ser mais controlado. Existem diversos componentes que podem ser nocivos e precisam ser manejados com cuidado e armazenados com responsabilidade.

Uma tendência global é que empresas especializadas sejam contratadas para realizar o recolhimento desses resíduos de modo seguro e adequado. Procurando adequar-se a esse padrão, o Bandeirantes contratou a empresa Saniplan no ano passado. A empresa é referencia no mercado e tem clientes como PUC e USP. O Band, assim, torna-se pioneiro nesse descarte responsável entre escolas.

Duas vezes por ano, a Saniplan vem ao Colégio retirar vários galões com os resíduos para descarte, emite um certificado de qualidade e um laudo especificando a destinação correta dos produtos. “Antes jogávamos a maioria líquidos nas pias e recolhíamos os sólidos em uma cuba de vidro, para tratamento. Porém, começamos a questionar esse descarte e procuramos uma empresa especializada para realizar esse serviço, que, se feito de maneira incorreta, pode contaminar o ambiente”, explicou a coordenadora do laboratório de química, Elisabete Rosa.

Atualmente, todos os resíduos resultantes de aulas, sejam líquidos ou sólidos, são recolhidos em cubas de vidros, e mais tarde transferidos para os galões. “A Saniplan nos entregou uma lista dos componentes que ela poderia descartar, e o interessante é que todos os compostos utilizados aqui no laboratório estão nessa lista. Sendo assim, tudo o que aproveitamos em experiências tem um destino correto e seguro”, esclareceu o professor Fabio Siqueira.

Além disso, outros cuidados são tomados: todos os componentes que estão no laboratório são certificados pela quantidade de uso e compra, além de sua finalidade. O certificado é renovado mensalmente junto à Polícia Federal, ao Exercito e ao Conselho Regional de Química. “Recentemente recebemos os produtos químicos do colégio conveniado Barifaldi. Como eles fecharam o Ensino Médio, os materiais químicos, dentro do prazo de usabilidade, precisavam de um destino certificado”, contou o coordenador pedagógico Onofre Rosa.

Os alunos também são parte importante do processo. Eles aprenderam em aula a fazer o descarte correto e os riscos de não realizá-lo. “Jogar resíduos na pia pode trazer riscos não só para a natureza, mas também para nós”, defende a estudante Victória Cerqueira.

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