Olimpíada Brasileira de Química Júnior

         Parabéns aos nossos alunos do 9.o ano de 2014 que, apenas com aulas curriculares, competiram e foram vitoriosos.

         A OBQJr (Olimpíada Brasileira de Química Júnior) é uma atividade promovida pela ABQ (Associação Brasileira de Química) e coordenada anualmente pela UFC (Universidade Federal do Ceará) e UFPI (Universidade Federal do Piauí) direcionada para estudantes devidamente matriculados no 8.o ou 9.o ano do ensino fundamental de escolas brasileiras (públicas e privadas) situadas em todo território nacional.

Equipe do Laboratório de Química visita Skylack

A convite de um aluno, a equipe do Laboratório de Química teve a oportunidade de conhecer pessoalmente o interior da fábrica da empresa Skylack, na cidade de Salto (SP), especializada em repintura automotiva. “Foi interessante conhecer esse tipo de indústria pois no 1.o bimestre do 2.o ano trabalhamos justamente com a questão dos pigmentos”, explica a professora Maria Elisa Bombonato.

O foco principal da indústria é a produção de tintas para repintura, uma tarefa muito mais complicada do que se pode imaginar, como explica o professor Fábio Siqueira: “Ao repintar um carro, depois de voltar do conserto, há uma grande dificuldade em encontrar o tom idêntico ao original. A cor original acaba sendo alterada por condições do ambiente, do clima, do tempo de uso do carro e uma série do outros fatores; mas com o processo que eles desenvolvem lá, trabalhando com uma série de pigmentos e um extenso processo de amostragem, eles conseguem chegar à cor exata do automóvel”.

A equipe foi guiada pelo próprio fundador da empresa e avô do aluno Leonardo Scontre, Waldemar Lazzuri. “O Sr. Lazzuri foi muito gentil e atencioso conosco durante toda a visita. Fez questão de explicar em detalhes cada etapa do processo e ainda compartilhou um pouco da história da criação da empresa”, comenta a coordenadora do Laboratório de Química, Elisabete Rosa. Leva destaque também o bom humor e cordialidade demonstrada pelos funcionários, que conversaram com a equipe com naturalidade e simpatia.

Chamou a atenção do grupo a energia e preocupação de Waldemar Lazzuri para capacitar os funcionários das revendedoras do seu produto, para executarem o processo com igual qualidade ao obtido na indústria. “Ele nos contou que vai até as lojas, oferece um curso aos funcionários e ainda mantém todo esse contato com os envolvidos no sucesso da empresa; é uma atitude admirável”, finaliza Bete.

Química em sintonia com o mercado

Para trazer aos alunos um conteúdo diversificado e em dia com as novas tecnologias e processos produtivos do mercado, a Equipe de Química e do Laboratório de Química continuam realizando suas visitas a diferentes empresas. Nos últimos dois meses, os professores visitaram duas empresas: a Boreste (especializada na formação de ligas metálicas) e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (especializada na extração e tratamento do metal Nióbio).

Professores em visita à fábrica da CBMM em Araxá.

Em junho, a visita foi à fábrica da Boreste (situada em Bom Jesus dos Perdões, em São Paulo) por convite de um pai de aluno (Jackson Longato). Os professores puderam observar um pouco mais do processo de formação de ligas metálicas e identificaram com facilidade etapas dos processos que se relacionavam às atividades feitas em sala de aula.

“No segundo ano, em laboratório, exploramos um pouco mais sobre metais com os alunos” explica Lilian Siqueira, professora do Laboratório de Química: “A experiência de aluminotermia é uma das coisas que aproveitamos para fazer em sala com os alunos e que pudemos ver em escala gigantesca na nossa visita à Boreste”. Experiências como esta permitem aos professores uma explicação mais ampla ao aluno de como os processos vistos em sala de aula são realizados em grande escala, o que facilita a compreensão do conteúdo pelo aluno.

No mês seguinte, uma oportunidade interessante surgiu: a empresa mineradora CBMM fez um convite para que os professores fizessem a visita à indústria na cidade de Araxá, Minas Gerais, e gentilmente custeou viagem e estadia a todos. “Desde o convite até o momento da visita monitorada, todos os funcionários foram de uma extrema gentileza e atenção conosco. Conseguimos perceber que muitos tinham uma verdadeira paixão pelo local onde trabalhavam e nos mostravam isso a cada setor da empresa que nos era mostrado”, comenta Elisabete Rosa, Coordenadora do Laboratório de Química.

Focada no trabalho com o minério de Nióbio, em posse da maior mina no mundo, a empresa guiou os professores numa visita monitorada por todas as etapas do processo, desde a extração à chegada ao estágio final do tratamento do metal. É unânime, entre os professores presentes na visita, que um dos maiores destaques da experiência é a grandiosidade da indústria, além de sua preocupação notável com o meio ambiente: “Por serem uma empresa que extrai o minério do solo, eles têm a ciência de que isso causa um dano ao meio ambiente. Então há toda uma preocupação com a fauna e com a flora local, resgatando animais que sofreram maus-tratos pelas redondezas, fazendo um trabalho de reflorestamento intensivo. E o mais interessante é poder perceber que não foi algo que alguém nos contou ou que ouvi falar, mas algo que eu vi e presenciei”, conta a professora Maria Elisa Bombonato.

Na primeira visita, estiveram presentes os professores Fábio Siqueira, Lilian Siqueira, Elisabete Rosa, Maria Elisa Bombonato, Onofre Rosa, Elisabeth Zink, Ricardo Almeida, Nelson Bergmann, Rodolfo Tasca, Franco Ramunno, Elisabeth Pontes e Vanderiza Rodrigues. Já na segunda visita, além de toda a equipe do Laboratório de Química, estiveram presentes o professor de Biologia Ricardo D’Addio e a professora Elisabeth Zink.

Da empresa para a escola

O aprendizado prático da disciplina de Química nos laboratórios vai muito além de fazer alguns experimentos e ver reações químicas acontecerem ao vivo: trata-se de mostrar ao aluno como a disciplina se relaciona e se aplica em seu dia a dia, de uma forma ilustrada e interessante. Com isso em mente, os professores Elisabete Rosa, Fábio Siqueira, Onofre Rosa, Lilian Siqueira, Maria Elisa Bombonato e Elizabeth Zink visitaram a empresa Cobrecom, fabricante de fios e cabos elétricos de cobre.

Professores Elisa Bombonato, Fábio Siqueira, Elisabete Rosa e Lilian Siqueira

Professores Elisa Bombonato, Fábio Siqueira, Elisabete Rosa e Lilian Siqueira

“O nosso curso, nos laboratórios, envolve muita prática. Então cada vez mais trazemos ao aluno ações que acontecem nas empresas, para que ele contextualize ainda mais conteúdo”, explica a coordenadora de Laboratório de Química Elisabete Rosa. A cada bimestre, um grupo de professores realiza essas visitas à empresas e fábricas em busca de conhecimento e novidades. “Há mais de 15 anos realizamos esse trabalho; há sempre elementos novos. Os alunos adoram” completou.

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As novidades trazidas pelas visitas não limitam-se a um assunto específico. “Esse tipo de atividade sempre acaba rendendo bastante conteúdo para abranger vários conteúdos. No caso da Cobrecom, podemos abordar, em diferentes séries, assuntos como corrosão de metais, condutibilidade elétrica, dentre muitos outros”, comenta Maria Elisa. As experiências trazidas pelas visitas também fornecem um conhecimento atual e ilustrativo e permite ao Bandeirantes um diálogo contínuo com o mercado da área.

A ida à Cobrecom, em especial, foi viabilizada mediante um convite feito pelo pai do aluno Felipe Longato, Jackson Longato, proprietário da companhia. “Fomos muito bem recebidos. A visita foi muito prazerosa e percebemos a satisfação inclusive nos funcionários da fábrica”, lembrou Elisabete.