Alunos conquistam medalhas em Olimpíadas de Química

Ao longo do ano, os alunos interessados por Química puderam participar de três competições relacionadas à Química: para o Ensino Fundamental, a Olimpíada Brasileira de Química Júnior; para o Médio, a Olimpíada de Química do Estado de São Paulo e, a etapa seguinte, Olimpíada  Brasileira. Cerca de 40 alunos se inscreveram, dentre estes 14 levaram para casa uma medalha e 12 menções honrosas.

alunos do Ensino Fundamental na Olimpíadas que Química, com os professores Fábio e Lilian

Alunos do Ensino Fundamental na Olimpíadas que Química, com os professores Fábio e Lilian

Antes das competições, os alunos do Band podem participar de uma preparação feita pelos professores do Laboratório de Química Fábio e Lilian Siqueira.

Ao total, onze estudantes conquistaram medalhas na Olimpíada Júnior e doze, menções honrosas. Stephanie Ribeiro, do 9o  ano, que garantiu medalha de prata, disse que não esperava ganhar. Achei muito interessante descobrir assuntos, estudando em vídeo aulas no YouTube”, explicou.

Arthur, Cristina e Lucas

Arthur, Cristina e Lucas

Na estadual, os alunos Lucas Jun Koba Sato, Cristina Su Liu e Arthur Okuda tiveram, respectivamente, medalha de prata, bronze e prata. Já na etapa nacional da Olimpíada de Química do Estado de São Paulo, Arthur, da 3.a série, conquistou a prata e Cristina, a de bronze em 2014. “Muito mais do que competições, as olimpíadas científicas são espaços de integração entre os estudantes”, explicou Arthur.

A Prof.a Lilian destaca que a importância maior destas competições é ver a satisfação dos alunos. “O resultado não é a medalha, mas o trabalho árduo, dedicação e empenho dos alunos”, disse. “O que me chama a atenção é a dedicação para um curso extracurricular”, completou o Prof. Fábio.

Premiados:
Ensino Fundamental – Olimpíada Júnior

Medalha de prata:
Stéphanie Gonçalves Pedroso Ribeiro

Medalhas de bronze:
Alan Ryuiti Tokutake Hirokawa
Celina Huey Oshiro
Diego Zancaneli
Felipe Carvalho Eleutério de Lima
Giulia Burgos Manhani
João Francisco Shida
João Pedro Machado Nobre
Marina Marangoni Roschel
Mauro Simas Neto
Tathiana Tosaki Tang

Menção Honrosa:
Caio de Castro Bortolatto
Caio Xavier dos Santos Araújo
Carolina Yuki Kina de Oliveira
David Silva Wasserman
Diego Chiavassa Tavares de Almeida
Eduardo Marója Aulicino
Fernando Ninomiya Harada
Isabella Marchesini Silva
Júlia Lins Martino
Luca Romeiro Denapoli
Pedro Nacao Freitas
Pietro de Camargo Palma

Ensino Médio
-Olimpíada Estadual
Arthur Lasak Okuda – medalha de prata
Lucas Jun Koba Sato – medalha de prata
Cristina Su Liu – medalha de bronze

-Olimpíada Nacional
Arthur Lasak Okuda – medalha de prata
Cristina Su Liu – medalha de bronze

Laboratório de Química traz professor britânico para aula especial

Experimentando novos modelos de aula, os alunos das 2.as séries do Ensino Médio puderam conferir uma experiência mágica e interativa de Química com o professor britânico David Kurten. Em uma tarde descontraída no Laboratório, foram apresentadas diversas experiências relacionadas aos polímeros.

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O professor David Kurten viaja pelo mundo todo, buscando entusiasmar jovens a partir da Química. Ele veio ao Band devido à parceria com a Education First Academy. O objetivo, segundo a coordenadora Elizabete Rosa, é que os alunos conheçam um modelo de aula de Química em inglês.

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“Achei a aula muito interessante porque podemos ver como é estudar lá fora. Eu, por exemplo, vou prestar o SAT esse ano”, comentou a aluna Marina Schor. Elizabete Rosa ressaltou a importância da aula. “Eles treinam o inglês, que já é bastante desenvolvido, por isso é essencial essa aplicação nas aulas de Química”, comentou.

Sustentabilidade e tecnologia sobre rodinhas

Com a tecnologia em miniatura em mãos, os alunos das áreas de Exatas e Biológicas têm a oportunidade de testar, em sala de aula, o funcionamento de um carro elétrico, com fonte de hidrogênio. Ao aprenderem sobre energia renovável e o processo da eletrólise no Laboratório de Química, a classe é estimulada a colocar em prática seus conhecimentos para fazer o carrinho funcionar. Por envolver um conhecimento mais profundo da disciplina e dos processos envolvidos no funcionamento do carro, a experiência é realizada apenas no 3.o ano do Ensino Médio. “Trata-se de uma tecnologia que já está sendo aplicada no nosso cotidiano. Hoje em dia já vemos ônibus híbridos em funcionamento na cidade e está sendo pesquisada a viabilidade de aplicar e tornar mais seguro o uso do hidrogênio como fonte de energia elétrica em carros comuns”, explica Elisabete Rosa, Coordenadora do Laboratório de Química.

Em laboratório, os alunos testam a tecnologia munidos de uma pequena estação, que separa o oxigênio do hidrogênio contidos na água, um cabo que interliga o carrinho a ela para o abastecimento além do veículo com chassi removível para que os alunos possam visualizar com detalhes o que ocorre dentro do motor.

“Eu explico o processo, como e o quê ocorre para o carrinho funcionar, mas quem têm que botar a mão na massa são eles. Eu deixo que eles mesmos montem e tentem fazer ele andar, aplicando o que eles já conhecem sobre a matéria”, conta Bete.

Equipe do Laboratório de Química visita Skylack

A convite de um aluno, a equipe do Laboratório de Química teve a oportunidade de conhecer pessoalmente o interior da fábrica da empresa Skylack, na cidade de Salto (SP), especializada em repintura automotiva. “Foi interessante conhecer esse tipo de indústria pois no 1.o bimestre do 2.o ano trabalhamos justamente com a questão dos pigmentos”, explica a professora Maria Elisa Bombonato.

O foco principal da indústria é a produção de tintas para repintura, uma tarefa muito mais complicada do que se pode imaginar, como explica o professor Fábio Siqueira: “Ao repintar um carro, depois de voltar do conserto, há uma grande dificuldade em encontrar o tom idêntico ao original. A cor original acaba sendo alterada por condições do ambiente, do clima, do tempo de uso do carro e uma série do outros fatores; mas com o processo que eles desenvolvem lá, trabalhando com uma série de pigmentos e um extenso processo de amostragem, eles conseguem chegar à cor exata do automóvel”.

A equipe foi guiada pelo próprio fundador da empresa e avô do aluno Leonardo Scontre, Waldemar Lazzuri. “O Sr. Lazzuri foi muito gentil e atencioso conosco durante toda a visita. Fez questão de explicar em detalhes cada etapa do processo e ainda compartilhou um pouco da história da criação da empresa”, comenta a coordenadora do Laboratório de Química, Elisabete Rosa. Leva destaque também o bom humor e cordialidade demonstrada pelos funcionários, que conversaram com a equipe com naturalidade e simpatia.

Chamou a atenção do grupo a energia e preocupação de Waldemar Lazzuri para capacitar os funcionários das revendedoras do seu produto, para executarem o processo com igual qualidade ao obtido na indústria. “Ele nos contou que vai até as lojas, oferece um curso aos funcionários e ainda mantém todo esse contato com os envolvidos no sucesso da empresa; é uma atitude admirável”, finaliza Bete.

Química em sintonia com o mercado

Para trazer aos alunos um conteúdo diversificado e em dia com as novas tecnologias e processos produtivos do mercado, a Equipe de Química e do Laboratório de Química continuam realizando suas visitas a diferentes empresas. Nos últimos dois meses, os professores visitaram duas empresas: a Boreste (especializada na formação de ligas metálicas) e a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (especializada na extração e tratamento do metal Nióbio).

Professores em visita à fábrica da CBMM em Araxá.

Em junho, a visita foi à fábrica da Boreste (situada em Bom Jesus dos Perdões, em São Paulo) por convite de um pai de aluno (Jackson Longato). Os professores puderam observar um pouco mais do processo de formação de ligas metálicas e identificaram com facilidade etapas dos processos que se relacionavam às atividades feitas em sala de aula.

“No segundo ano, em laboratório, exploramos um pouco mais sobre metais com os alunos” explica Lilian Siqueira, professora do Laboratório de Química: “A experiência de aluminotermia é uma das coisas que aproveitamos para fazer em sala com os alunos e que pudemos ver em escala gigantesca na nossa visita à Boreste”. Experiências como esta permitem aos professores uma explicação mais ampla ao aluno de como os processos vistos em sala de aula são realizados em grande escala, o que facilita a compreensão do conteúdo pelo aluno.

No mês seguinte, uma oportunidade interessante surgiu: a empresa mineradora CBMM fez um convite para que os professores fizessem a visita à indústria na cidade de Araxá, Minas Gerais, e gentilmente custeou viagem e estadia a todos. “Desde o convite até o momento da visita monitorada, todos os funcionários foram de uma extrema gentileza e atenção conosco. Conseguimos perceber que muitos tinham uma verdadeira paixão pelo local onde trabalhavam e nos mostravam isso a cada setor da empresa que nos era mostrado”, comenta Elisabete Rosa, Coordenadora do Laboratório de Química.

Focada no trabalho com o minério de Nióbio, em posse da maior mina no mundo, a empresa guiou os professores numa visita monitorada por todas as etapas do processo, desde a extração à chegada ao estágio final do tratamento do metal. É unânime, entre os professores presentes na visita, que um dos maiores destaques da experiência é a grandiosidade da indústria, além de sua preocupação notável com o meio ambiente: “Por serem uma empresa que extrai o minério do solo, eles têm a ciência de que isso causa um dano ao meio ambiente. Então há toda uma preocupação com a fauna e com a flora local, resgatando animais que sofreram maus-tratos pelas redondezas, fazendo um trabalho de reflorestamento intensivo. E o mais interessante é poder perceber que não foi algo que alguém nos contou ou que ouvi falar, mas algo que eu vi e presenciei”, conta a professora Maria Elisa Bombonato.

Na primeira visita, estiveram presentes os professores Fábio Siqueira, Lilian Siqueira, Elisabete Rosa, Maria Elisa Bombonato, Onofre Rosa, Elisabeth Zink, Ricardo Almeida, Nelson Bergmann, Rodolfo Tasca, Franco Ramunno, Elisabeth Pontes e Vanderiza Rodrigues. Já na segunda visita, além de toda a equipe do Laboratório de Química, estiveram presentes o professor de Biologia Ricardo D’Addio e a professora Elisabeth Zink.

Da empresa para a escola

O aprendizado prático da disciplina de Química nos laboratórios vai muito além de fazer alguns experimentos e ver reações químicas acontecerem ao vivo: trata-se de mostrar ao aluno como a disciplina se relaciona e se aplica em seu dia a dia, de uma forma ilustrada e interessante. Com isso em mente, os professores Elisabete Rosa, Fábio Siqueira, Onofre Rosa, Lilian Siqueira, Maria Elisa Bombonato e Elizabeth Zink visitaram a empresa Cobrecom, fabricante de fios e cabos elétricos de cobre.

Professores Elisa Bombonato, Fábio Siqueira, Elisabete Rosa e Lilian Siqueira

Professores Elisa Bombonato, Fábio Siqueira, Elisabete Rosa e Lilian Siqueira

“O nosso curso, nos laboratórios, envolve muita prática. Então cada vez mais trazemos ao aluno ações que acontecem nas empresas, para que ele contextualize ainda mais conteúdo”, explica a coordenadora de Laboratório de Química Elisabete Rosa. A cada bimestre, um grupo de professores realiza essas visitas à empresas e fábricas em busca de conhecimento e novidades. “Há mais de 15 anos realizamos esse trabalho; há sempre elementos novos. Os alunos adoram” completou.

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As novidades trazidas pelas visitas não limitam-se a um assunto específico. “Esse tipo de atividade sempre acaba rendendo bastante conteúdo para abranger vários conteúdos. No caso da Cobrecom, podemos abordar, em diferentes séries, assuntos como corrosão de metais, condutibilidade elétrica, dentre muitos outros”, comenta Maria Elisa. As experiências trazidas pelas visitas também fornecem um conhecimento atual e ilustrativo e permite ao Bandeirantes um diálogo contínuo com o mercado da área.

A ida à Cobrecom, em especial, foi viabilizada mediante um convite feito pelo pai do aluno Felipe Longato, Jackson Longato, proprietário da companhia. “Fomos muito bem recebidos. A visita foi muito prazerosa e percebemos a satisfação inclusive nos funcionários da fábrica”, lembrou Elisabete.

Equipe do Laboratório de Química visita Kurita

No segundo semestre, a coordenadora do Laboratório de Química, Elisabete Rosa, os professores Elisa Bombonato, Elizabeth Zink, Fabio Siqueira e Lilian Siqueira e o coordenador pedagógico do Band, Onofre Rosa, realizaram uma visita técnico-acadêmica à empresa Kurita, que fica na cidade de Arthur Nogueira, em São Paulo. Durante uma tarde inteira, os docentes foram acompanhados pela química Ana Elisa Caravetti, que trabalha no local.

Lilian Siqueira, Elisa Bombonato, Ana Caravetti, Elizabeth Zink, Elisabete Rosa, Onofre Rosa e Fabio Siqueira

A Kurita foi fundada em 1949 no Japão e hoje possui várias filiais em cidades da Europa e no Brasil. Sua principal função é desenvolver caldeiras, que se destinarão ao preparo de alimentos, medicamentos dentre outros itens. Muitas empresas precisam que seus produtos sejam preparados somente com o vapor de água, para que o gostou ou o odor não seja alterado. É ai que a Kurita entra, desenvolvendo e limpando caldeiras especiais para essas empresas.

“Primeiramente a Kurita vai aos locais analisar a água que eles possuem, observando principalmente que íons estão presentes no líquido. A partir desse estudo, eles podem desenvolvem uma caldeira mais adequada para quem requisitou”, explicou Bete Rosa. “Além disso, a empresa também realiza a limpeza dessas caldeiras. Com o acumulo dos íons, o metal pode corroer e até ocasionar explosões”, completou.

Os que os professores viram na Kurita tem total sinergia com os conteúdos das 1.as e 2.as séries do Ensino Médio. “Essa visita nos mostrou como prevenir acidentes alimentares, que comprometem sabores e cheiros. Vimos íons como Magnésio, Cálcio, Ferro, Carbonatos; todos eles nós tratamos aqui no Colégio. Agora poderemos contextualizar ainda melhor várias aulas que preparamos no Laboratório de Química”, finalizou Bete.

Descartando os resíduos corretamente

Manter um laboratório de Química não é uma tarefa fácil. De alguns anos para cá, a compra de componentes químicos tornou-se cada vez mais difícil. Novas leis foram criadas e até o transporte de materiais passou a ser mais controlado. Existem diversos componentes que podem ser nocivos e precisam ser manejados com cuidado e armazenados com responsabilidade.

Uma tendência global é que empresas especializadas sejam contratadas para realizar o recolhimento desses resíduos de modo seguro e adequado. Procurando adequar-se a esse padrão, o Bandeirantes contratou a empresa Saniplan no ano passado. A empresa é referencia no mercado e tem clientes como PUC e USP. O Band, assim, torna-se pioneiro nesse descarte responsável entre escolas.

Duas vezes por ano, a Saniplan vem ao Colégio retirar vários galões com os resíduos para descarte, emite um certificado de qualidade e um laudo especificando a destinação correta dos produtos. “Antes jogávamos a maioria líquidos nas pias e recolhíamos os sólidos em uma cuba de vidro, para tratamento. Porém, começamos a questionar esse descarte e procuramos uma empresa especializada para realizar esse serviço, que, se feito de maneira incorreta, pode contaminar o ambiente”, explicou a coordenadora do laboratório de química, Elisabete Rosa.

Atualmente, todos os resíduos resultantes de aulas, sejam líquidos ou sólidos, são recolhidos em cubas de vidros, e mais tarde transferidos para os galões. “A Saniplan nos entregou uma lista dos componentes que ela poderia descartar, e o interessante é que todos os compostos utilizados aqui no laboratório estão nessa lista. Sendo assim, tudo o que aproveitamos em experiências tem um destino correto e seguro”, esclareceu o professor Fabio Siqueira.

Além disso, outros cuidados são tomados: todos os componentes que estão no laboratório são certificados pela quantidade de uso e compra, além de sua finalidade. O certificado é renovado mensalmente junto à Polícia Federal, ao Exercito e ao Conselho Regional de Química. “Recentemente recebemos os produtos químicos do colégio conveniado Barifaldi. Como eles fecharam o Ensino Médio, os materiais químicos, dentro do prazo de usabilidade, precisavam de um destino certificado”, contou o coordenador pedagógico Onofre Rosa.

Os alunos também são parte importante do processo. Eles aprenderam em aula a fazer o descarte correto e os riscos de não realizá-lo. “Jogar resíduos na pia pode trazer riscos não só para a natureza, mas também para nós”, defende a estudante Victória Cerqueira.

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